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Químicos brasileiros, padrão internacional

Professores universitários e cientistas de relevância mundial em nanotecnologia, química de produtos naturais e química verde

Fernando Galembeck, professor da Unicamp, especialista em nanotecnologia

Aos 68 anos, Fernando Galembeck já depositou 18 patentes. Ganhou também diversos prêmios. O último foi concedido este mês, pela Sociedade Americana de Eletrostática. Galembeck chamou a atenção da comunidade científica internacional por sua pesquisa sobre cargas elétricas de pedaços nanométricos de borracha e plástico. Descobriu que, quando expostos a vapor d’água, esses materiais ficam eletrizados. “O desafio é transformar essa aplicação em um método competitivo de geração de energia”, diz. Este ano, vai se licenciar da Unicamp para assumir a direção do Laboratório Nacional de
Nanotecnologia. (Foto: Antoninho Perri/Ascom-Unicamp)
Vanderlan Bolzani, professora da Unesp, especialista em química de produtos naturais
Vanderlan Bolzani, de 61 anos, será a única latino-americana a receber o prêmio da Sociedade Americana de Química, que será concedido em agosto a 23 mulheres com atuação destacada na ciência. Formada em Farmácia na Federal da Paraíba, fez pós em Química na USP, sob orientação de Otto Gottlieb – morto na semana passada, ele foi indicado ao Nobel em 1999 por suas pesquisas em química de produtos naturais. Mas o gosto de Vanderlan pela área vem desde os tempos de faculdade. “O Brasil tem uma biodiversidade incalculável, ainda completamente inexplorada. Precisamos aproveitar essa riqueza.” (Foto: Divulgação/Ascom-Unesp)

Jairton Dupont, professor da UFRGS, especialista em química verde
Escolhido um dos cem maiores químicos da década num mapeamento de produção científica da agência Thomson Reuters, o gaúcho Jairton Dupont, de 52, acumulou prêmios por suas pesquisas sobre líquidos iônicos. Sais orgânicos líquidos à temperatura ambiente que substituem solventes clássicos em reações, eles podem ser usados como lubrificante em brocas de perfuração de poços de petróleo ou em robôs enviados ao espaço. “Se somos a oitava economia do mundo e temos só um químico entre os top cem, algo está errado. Significa que não é resultado de uma política nacional, mas de alguma ilha de excelência.” (Foto: Filipe Araujo/AE)

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Operação recolhe mais 31 pessoas na cracolândia na zona norte do Rio

Ação ocorreu nesta manhã na Favela do Jacarezinho; ao todo, 984 já foram recolhidos na cidade

RIO - Uma operação para retirar moradores de rua da chamada cracolândia da Favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, recolheu 31 pessoas na manhã desta terça-feira, 21: 28 adultos e três crianças e adolescentes. Foi a sexta ação na comunidade desde 31 de março, quando teve início a parceria entre a Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) e as polícias Militar e Civil para o recolhimento de usuários de crack na cidade.

Na primeira operação no Jacarezinho, no dia 6 de maio, 87 pessoas foram removidas. Em 12 de maio, foram 101, o maior número. A partir daí, houve decréscimo na quantidade de recolhidos. O secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, comemorou a redução. Um dos motivos, segundo ele, foi a implantação do novo protocolo que prevê a internação compulsória dos menores identificados com alto grau de dependência química.
Na primeira operação realizada após a adoção da medida, em 3 de junho, foram 16 crianças recolhidas, mais de cinco vezes o total de hoje. "Estamos conseguindo reverter a situação de degradação da comunidade. Sabemos que não vamos acabar com o consumo de crack na cidade, mas queremos evitar que o consumo no Rio vire uma epidemia", disse Bethlem.
Em toda a cidade, foi a 15.ª operação desde março. Foram recolhidas 984 pessoas: 790 adultos e 194 crianças e adolescentes. O número divulgado pela Smas, no entanto, refere-se à soma total de recolhidos de cada ação, e, portanto, pode ter computado mais de uma vez os usuários que fugiram dos abrigos e foram retirados novamente das ruas.

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Castração química pode aumentar tolerância em transplantes, diz estudo

Ratos apresentaram melhor resposta a transplantes após supressão química dos hormônios sexuais

A redução na produção de hormônios sexuais poderia ajudar a aumentar a tolerância no transplante de órgãos em pacientes de idade avançada, constata um artigo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.
O estudo, liderado pelo pesquisador Gaoping Zhao da Universidade de Harvard (EUA) e realizado com ratos, explica como a supressão química de hormônios sexuais diminui a resposta negativa em casos de transplante.

"Esta menor reatividade do sistema imunológico pode ser um cenário ideal para obter a ausência de reação perante novos antígenos, que é o objetivo da tolerância em transplantes", indica a pesquisa.
Aparentemente, os sistemas imunológicos mais maduros costumam reagir muito mal aos transplantes e facilitam a ocorrência de infecções e a rejeição aos novos órgãos.

A equipe de Gaoping Zhao descobriu que este problema pode estar relacionado ao encolhimento do timo, principal produtor de células imunológicas T.
Em princípio, os pesquisadores se centraram em ratos adultos que custavam a aceitar transplantes de coração a longo prazo.
Após praticar a castração cirúrgica, os ratos apresentaram uma maior aceitação dos enxertos a longo prazo e uma restauração das células do timo.
Posteriormente, os pesquisadores começaram a aplicar um procedimento menos invasivo de manipulação química dos níveis de hormônios sexuais através do fármaco leuprolida e observaram efeitos de aumento da tolerância a novos órgãos.
A leuprolida, até agora utilizada no tratamento do câncer de próstata, interrompe temporariamente a função da gônada nos homens e parece, deste modo, facilitar níveis de rejeição mais baixos nos transplantes em pacientes de idade avançada.

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Química no cabelo na gravidez prejudica bebê




De acordo com pesquisa científica da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), o uso de tinturas ou alisadores de cabelo durante os três primeiros meses de gravidez aumenta em quase duas vezes o risco de o bebê desenvolver leucemia nos primeiros dois anos de vida.
A leucemia atinge cerca de 5% das crianças nessa idade. O primeiro estudo epidemiológico brasileiro que investigou o tema, realizado em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), demorou dez anos para ser concluído. O trabalho foi realizado em 15 centros de todas as regiões do País, com 650 mães – 231 com filhos diagnosticados com leucemia antes de 2 anos de idade e 419 mães controle sem filhos com câncer. Das 231 mulheres cujos filhos tiveram leucemia, 15,2% usaram produtos químicos no cabelo. Entre as 419 mães controle, 9,8% utilizaram tinturas. Informações do O Estado de S. Paulo.

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Professora da UFPel é selecionada para Prêmio ABC/L’Oreal/Unesco

A professora e pesquisadora Mariana Antunes Vieira, do Centro de Ciências Químicas, Farmacêuticas e de Alimentos (CCQFA/UFPel), é uma das sete vencedoras do Prêmio da Academia Brasileira de Ciências - ABC/L’Oreal/Unesco de 2011: Mulheres na Ciência na área de Ciências Químicas. Em sua sexta edição brasileira, celebrada em pleno Ano Internacional da Química, essa premiação tem por objetivo incentivar a presença da mulher na linha de frente do conhecimento e garantir visibilidade ao trabalho das pesquisadoras, além de oferecer condições favoráveis para a continuidade de projetos por meio do auxílio financeiro.


Este ano, foram selecionadas cientistas da área de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde (4 bolsas), Ciências Físicas (1 bolsa), Ciências Matemáticas (1 bolsa) e Ciências Químicas (1 bolsa). Maiores informações podem ser obtidas pelo site http://loreal.abc.org.br/.

Certamente, é um previlégio para a UFPel ter uma pesquisadora premiada justamente na área de Química e este prêmio é muito importante, pois dá visibilidade e reconhece a qualidade das atividades de pesquisa e dos recursos humanos que atuam no Laboratório de Metrologia Química (LabMeQui)”, avalia o diretor do CCQFA, professor Sérgio Nascimento.

Há menos de um ano atuando como docente na UFPel, Mariana já foi contemplada com bolsa de produtividade em pesquisa pelo CNPq, orienta alunos de Iniciação Científica e de Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Química, além de ter projetos de pesquisa aprovados no CNPq e Fapergs. Mariana é formada em Química pela Universidade Federal de Santa Catarina, onde também fez o Mestrado e Doutorado. Uma parte do Doutorado foi realizada no NationalResearchCouncil Canada, em Ottawa.
O Programa L´Oreal/Unesco para Mulheres na Ciência é realizado em parceria com a Unesco e com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e já premiou, desde 2006, 33 jovens cientistas no país (em 2008, outra docente do PPG em Química, Lucielli Savegnago, foi contemplada na área de bioquímica). A entrega dos prêmios deve ser realizada em uma cerimônia de premiação na cidade do Rio de Janeiro, no mês de setembro, em data a ser confirmada.

Sobre o projeto selecionado:
Dentre os co-produtos oriundos do processo de produção do biodiesel, a glicerina merece atenção, devido ao elevado volume que é produzido durante o processo. No entanto, a glicerina obtida pode apresentar impurezas orgânicas e inorgânicas que são oriundas dos reagentes e catalisadores utilizados no processo de produção do biodiesel. Estas impurezas podem inviabilizar o uso da glicerina na indústria de cosméticos, farmacêutica e também na de alimentos. Desta forma, o projeto selecionado foca no desenvolvimento de metodologias para o controle de contaminantes inorgânicos em glicerina obtida como coproduto do biodiesel.


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